Perguntas frequentes
Instituto da Sinusite
Sabemos que as dúvidas podem surgir ao longo da jornada de saúde. No Instituto da Sinusite do Hospital Moriah, reunimos respostas às perguntas mais comuns que nossos pacientes compartilham conosco. Explore este guia informativo para saber mais e iniciar em sua jornada com confiança.
A sinusite é uma inflamação dos seios paranasais (seios da face) decorrente de infecções ou de alergias. Essa condição manifesta-se, muitas vezes, através da congestão nasal, dor de cabeça ou na face, coceira no nariz, pressão nos seios paranasais, alterações no olfato, acúmulo de secreção no nariz ou garganta e tosse.
Não, são condições diferentes. Enquanto a gripe é uma infecção viral aguda, a sinusite é uma inflamação nos seios paranasais (seios da face), e que pode ser causada por alergias ou até vírus e bactérias.
Apesar das doenças terem sintomas comuns, as causas e tratamentos são diferentes. A sinusite é uma inflamação nos seios da face. Já a rinite é uma inflamação na mucosa das cavidades nasais e está associada à alergia respiratória. Devido à congestão nasal persistente, pacientes que apresentam quadro crônico de rinite têm maior tendência a manifestar também os sintomas da sinusite.
A sinusite pode se manifestar de forma aguda ou crônica. A aguda pode ser causada por vírus ou bactéria, dura mais de 10 dias e costuma apresentar dor de cabeça, secreção nasal, tosse, febre, cansaço, dores musculares e até a perda de apetite. Na sinusite crônica, o paciente apresenta os mesmos sintomas, mas por um período muito maior: mais de 12 semanas, com a piora da tosse pela manhã, melhora dos desconfortos ao longo do dia e agravamento do quadro durante a noite.
O diagnóstico é feito por um médico, que leva em consideração a avaliação clínica e os sintomas do paciente. Para a confirmação do diagnóstico, o profissional também pode solicitar exames complementares, como a nasofibroscopia (“endoscopia nasal”), tomografia dos seios da face e uma videonasolaringoscopia.
A sinusite tem cura, mas o tratamento depende da forma como ela se manifesta – aguda ou crônica. Por isso, é fundamental que o paciente passe por uma avaliação médica e tenha um tratamento individualizado, que leve em consideração as suas queixas e sintomas.
As inalações caseiras podem ajudar no alívio dos sintomas respiratórios. No entanto, a lavagem nasal, com soro fisiológico, é ainda mais efetiva. Já os umidificadores caseiros ajudam a combater o tempo seco, que pode piorar os sintomas dos portadores de sinusite. Mas é preciso ficar alerta: os umidificadores não podem elevar a umidade do ambiente a ponto de favorecer a proliferação de fungos. A cura da sinusite passa, obrigatoriamente, pela avaliação médica e um tratamento individualizado do paciente.
Sim. A lavagem nasal favorece a eliminação do excesso de muco, diminui a inflamação e melhora a respiração. Para realizar a lavagem corretamente, incline a cabeça levemente para o lado e aplique soro fisiológico 0,9% em uma narina, deixando o líquido sair pela outra narina. Repita do outro lado. Essa técnica pode ser feita diariamente e ajuda a aliviar os sintomas.
Os descongestionantes nasais devem ser usados apenas sob orientação médica, respeitando a frequência e tempo de tratamento prescritos pelo seu médico. O uso contínuo dos descongestionantes nasais é perigoso, e pode causar ressecamento nasal, formação de crostas, perfuração de septo nasal e ainda causar prejuízos cardiovasculares, como taquicardia e aumento da pressão arterial.
Não, o tratamento para a sinusite depende da causa da inflamação. Os antibióticos só funcionam quando a doença é causada por uma bactéria. Por isso, na sinusite aguda bacteriana, que é menos comum, mas mais grave, os antibióticos podem ser prescritos. Para a sinusite aguda viral – a mais comum, causada por vírus, o tratamento envolve analgésicos, descongestionantes nasais, hidratação e repouso.
Sim. A sinusite que dura mais de 12 semanas costuma estar associada a alergias, pólipos nasais ou desvio de septo. O tratamento envolve o controle de alergias, lavagem nasal frequente e corticoides nasais (como sprays). Se ainda assim não houver alívio nos sintomas, o paciente pode se beneficiar da cirurgia – a sinusectomia.
A sinusectomia é uma cirurgia que visa corrigir a estrutura dos seios da face, promovendo uma limpeza e uma desobstrução nos canais de ventilação dos seios da face (como desvio acentuado de septo nasal, remoção de pólipos e tecidos inflamados etc), melhorando a drenagem nasal.
O método mais comum é a cirurgia endoscópica, um procedimento minimamente invasivo que é realizado através da introdução de um fino cabo – com câmera – no nariz do paciente, fornecendo ao cirurgião uma visualização interna dos seios nasais. O paciente recebe anestesia geral e o procedimento costuma apresentar altas taxas de sucesso.
O pós-operatório da cirurgia de sinusite crônica leva de 1 a 2 semanas, embora alguns pacientes possam se recuperar completamente em até 6 semanas. Alguns desconfortos leves, como dores, congestão nasal e sangramento podem aparecer nos primeiros dias. O paciente deve evitar esforço físico por 2 semanas, evitar ambientes com fumaça ou poeira, dormir com a cabeça elevada, não assoar o nariz com força, manter-se hidratado, realizar a lavagem nasal e seguir as orientações médicas.
Quando a sinusite aguda não é tratada corretamente, pode se tornar crônica, causando inflamação persistente, secreção nasal constante e dificuldade para respirar. Além disso, a infecção pode se espalhar e causar abscesso orbitário (formação de pus ao redor dos olhos) ou cerebral (formação de pus no cérebro), meningite, perda de olfato e paladar ou ainda aumentar o risco de bronquite, asma e infecções pulmonares, já que o muco nasal pode “descer” para os pulmões.
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